A mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno se tornou um dos desafios para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Com 33,4 milhões de ausentes na votação de 4 de outubro, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto, os candidatos precisam ampliar a participação para tentar conquistar votos na reta final da campanha.
O desafio, no entanto, vai além de convencer os eleitores a sair de casa. Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 8 de outubro mostra que 40% dos entrevistados que se abstiveram no primeiro turno afirmam que certamente não irão às urnas em 25 de outubro.
Outros 38% dizem que provavelmente também não votarão. Apenas 22% consideram a possibilidade de comparecer, somando os que afirmam que talvez, provavelmente ou certamente irão votar.
O levantamento ouviu 1,6 mil pessoas entre 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais. O resultado indica a dificuldade de mobilizar esse contingente em uma disputa na qual Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
