O governo federal anunciou, na sexta-feira (9), novas medidas para reduzir os preços dos combustíveis no país. Entre elas, está a ampliação da desoneração dos impostos federais sobre a gasolina, com a zeragem dos tributos incidentes sobre o combustível.
Em entrevista à CNN Money, o especialista em contas públicas Murilo Viana avaliou as iniciativas e afirmou que o Brasil não tem destoado das boas práticas internacionais.
Segundo os cálculos apresentados durante a entrevista, o impacto total das medidas pode chegar a R$ 5,2 bilhões em 30 dias.
Esse valor engloba R$ 2,8 bilhões da desoneração de tributos federais sobre a gasolina, R$ 800 milhões do aumento da subvenção ao etanol, necessária para manter a paridade de preços entre etanol e gasolina, e R$ 1,6 bilhão de nova subvenção ao diesel importado.
Murilo Viana confirmou que a variável de cálculo está “no caminho certo”.
Receitas do petróleo financiam as medidas
Ao ser questionado sobre a origem dos recursos para bancar essas despesas, Murilo Viana explicou que o governo federal tem se beneficiado de receitas consideradas atípicas em função do patamar elevado do preço do petróleo no mercado internacional.
“O governo está tendo receitas consideradas atípicas em patamares muito mais acentuados devido ao preço do petróleo e está utilizando parte desses recursos para fazer essa acomodação”, afirmou.
