Foi um momento triunfante para Mark Zuckerberg. Ele estava no centro da reunião sobre IA na Casa Branca, no mês passado, com os CEOs de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo assinando um documento que ele elaborou sobre como “autorregulamentar” e tentar gerenciar os sérios riscos de segurança da IA.
Após a reunião, Zuckerberg a classificou como “histórica”.
“Não creio que algo assim tenha acontecido antes”, disse ele do lado de fora da Casa Branca na semana passada.
O acordo sobre IA não é um caso isolado da ascensão de Zuckerberg em Washington, D.C. Ele usou seus laços com o presidente Donald Trump para ajudar a impedir a criação de uma agência reguladora de IA proposta pelos rivais da Meta.
A Casa Branca também ajudou a livrar Zuckerberg de depor em uma audiência planejada no Senado no início deste ano.
É uma realidade bem diferente do Mark Zuckerberg que Trump certa vez ameaçou mandar para a prisão, e o mesmo Mark Zuckerberg que, segundo relatos, chegou a dizer a amigos e confidentes que havia terminado com a política.
A crescente influência do CEO da Meta em Washington ocorre em um momento crucial. Autoridades governamentais estão se esforçando para definir políticas de IA em meio a crescentes preocupações com a segurança, enquanto Zuckerberg luta para consolidar o lugar de sua empresa em um setor frequentemente caótico e competitivo.
