Uma nova escalada de tensão no Oriente Médio faz os Estados Unidos olharem para um “elefante na sala” que vinham tentando evitar. No sábado (10), os rebeldes iemenitas Houthis voltaram a atacar com mísses a capital da Arábia Saudita, Riade.
A agressão deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, informou a Autoridade de Aviação Civil do reino. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, informou a autoridade de aviação civil saudita.
“Podemos. Vamos analisar a situação. Acabamos de saber do ataque recente, então tomaremos uma decisão. Agimos muito rapidamente”, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser questionado se Washington planejava se juntar aos ataques sauditas contra os Houthis.
O movimento Houthi, também conhecido como Ansarallah (Apoiadores de Deus), é um dos lados da guerra civil no Iêmen. Ele surgiu na década de 1990, quando seu líder, Hussein al-Houthi, lançou a “Juventude Crente”, um movimento de renovação religiosa para uma antiga seita do islamismo xiita chamada zaidismo.
Os zaiditas governaram o Iêmen por séculos, mas foram marginalizados sob o regime sunita que chegou ao poder após a guerra civil de 1962.
O movimento de al-Houthi foi fundado para representar os Zaidis e resistir ao sunismo radical, particularmente às ideias Wahhabi da Arábia Saudita. Seus seguidores mais próximos ficaram conhecidos como Houthis.
