Uma nova análise genética revelou possíveis pistas sobre os segredos da longevidade de uma tartaruga gigante chamada Jonathan, o animal terrestre mais velho do mundo. Os pesquisadores afirmam que as descobertas podem, eventualmente, contribuir para o desenvolvimento de tratamentos que visem retardar o declínio celular relacionado à idade em humanos.
Acredita-se que Jonathan tenha 194 anos. Ele é uma tartaruga-gigante-de-aldabra, uma espécie nativa das ilhas Seychelles, no Oceano Índico e passou a maior parte de sua vida na remota ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, um território ultramarino britânico.
As tartarugas-gigantes estão entre os animais terrestres mais longevos do planeta, com alguns registros indicando que elas podem sobreviver regularmente por mais de um século. Mas Jonathan, prestes a completar 200 anos, é um exemplo extremo nesse grupo já tão especial.
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Uma explicação para a longa expectativa de vida desses animais pode ser que eles vivam muito lentamente até mesmo em nível genético, de acordo com um novo estudo publicado na última quarta-feira (7) no periódico Science Advances.
“Sempre se presumiu que a taxa metabólica deles é muito baixa em comparação com a nossa”, disse o coautor do estudo, Justin Gerlach, pesquisador em biologia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
