Uma operação policial contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Chile, deflagrada em 28 de setembro, indicou novas rotas do tráfico transcional de drogas possivelmente utilizadas pela facção paulista. A posição geográfica do país permite, pela primeira vez, que a cocaína e outras substâncias sejam escoadas para outras nações sem a necessidade de passar pelo Brasil.
Por não ter uma grande facção própria, apenas grupos criminosos menores, o Chile se tornou um grande celeiro de organizações estrangeiras, principalmente da América do Sul. O PCC entrou nessa leva há ao menos sete anos (veja mais abaixo).
Primeira operação contra o PCC no Chile
Batizada de Operação Sintonía 1533, em referência aos termos associados à facção, a ação foi realizada pela Promotoria Regional Metropolitana Sul e pela Polícia de Investigações chilena (PDI), a partir de informações compartilhadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Esta foi a primeira operação contra o PCC no Chile. A ação mirou uma quadrilha de criminosos brasileiros e chilenos batizados na facção, atuantes no tráfico transnacional de drogas.
A força-tarefa cumpriu 18 de 24 mandados de prisão, sendo cinco deles fora do país, e 13 de suspeitos já recolhidos no sistema prisional, segundo apurou o portal Meganotícias, do Chile. Outras duas pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
