Nessa semana, a Real Academia Sueca de Ciências anunciou os vencedores do Prêmio Nobel de 2026 nas categorias científicas. Os laureados deste ano são da França, Japão, Bélgica, Estados Unidos e Alemanha.
O Brasil tem vários trabalhos de destaque e cientistas brasileiros foram indicados para receber o prêmio, mas o país nunca teve um vencedor. Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a falta de reconhecimento se dá especialmente pela imprevisibilidade de investimentos e infraestrutura da ciência brasileira.
“No Brasil, mais que qualquer coisa, falta continuidade. Há oscilações muito grandes que fazem com que a pesquisa possa começar, tenha que acabar abruptamente e depois, consiga ser retomada. É razoável imaginar que esse seria um fator que limita muito a capacidade de um pesquisador brasileiro de se manter em alto nível”, afirma Hugo Aguilaniu, diretor-presidente do Instituto Serrapilheira.
O pesquisador Lisandro Granville afirma que vencer um Nobel é consequência de um sistema científico forte, o que falta no país atualmente. “O Brasil já tem talentos e instituições de excelência. Com continuidade e visão de longo prazo, fortalecemos a ciência, a competitividade e a autonomia tecnológica do país”, diz o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Outro fator apontado pelos cientistas é a burocracia para obter insumos para pesquisas experimentais.
