Em 25 de outubro, os eleitores brasileiros retornam às urnas para escolher o próximo presidente do Brasil entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os candidatos apresentam propostas distintas para a condução do setor cultural e têm visões diferentes sobre o papel da cultura na sociedade.
No programa do petista, a cultura aparece como política pública estratégica, associada à democracia, à soberania nacional, à redução das desigualdades e ao desenvolvimento econômico. Já no projeto de Flávio, a ênfase está na defesa da liberdade de expressão e na distinção entre manifestações culturais, entretenimento comercial e agendas políticas.
“Seria equivocado imaginar que a sociedade brasileira está dividida rigidamente entre essas duas visões. O mesmo eleitor pode valorizar manifestações tradicionais, defender a liberdade artística e apoiar investimentos públicos em cultura, indo muito além dos limites marcados pela polarização política”, reflete o analista político Leandro Gabiati.
Flávio Bolsonaro
O candidato inclui a cultura em um eixo que também abrange educação, saúde e esporte. O plano apresenta quatro diretrizes principais para o setor: preservação do patrimônio histórico, “correção” das leis de incentivo, descentralização do acesso e liberdade de expressão.
Nos dois parágrafos dedicados à área, Flávio destaca a diversidade cultural brasileira como motivo de orgulho nacional.
