Bairros periféricos da Baixada Santista foram assolados pela violência policial durante as Operações Escudo e Verão, entre 2023 e 2024, que deixaram um rastro de mais de cem mortos. Mas como os moradores desses locais votaram no último domingo (4/10) e de que maneira especialistas em segurança pública enxergam os resultados?
Jovem fuzilado pelas costas em meio à chacina que vitimou outros cinco, pessoas com deficiência física executadas, cabeleireira que deixou seis filhos órfãos após ser atingida na cabeça por uma bala da Polícia Militar (PM) estão entre os que perderam a vida nas operações, além de quatro policiais. O histórico foi documentado pelo Metrópoles na série especial “Baixada Sangrenta”, indicada ao Prêmio Gabo de Jornalismo em 2025.
Meses depois das operações, até mesmo um menino de quatro anos morreu baleado por disparo feito por um policial durante perseguição em meio a crianças que jogavam futebol no Morro São Bento, em Santos. Era filho de um homem que usava muletas quando foi morto pelo Comando de Operações Especiais (COE), na Operação Verão.
No último domingo, grande parte dos vizinhos dessas pessoas votou para eleger os responsáveis pelas ações policiais, que são o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador eleito Guilherme Derrite (PP), então secretário da Segurança Pública, e seu grupo político, ligado a Flávio Bolsonaro (PL).
