Conhecida como “depósito”, existe uma prática sexual que consiste em deixar que mais de um parceiro ejacule no ânus na mesma relação. Ao Metrópoles, a sexóloga Camila Voluptas explica que, para ser considerado um fetiche, o ato não pode ser apenas uma consequência natural de um sexo grupal.
Nesse caso, o gatilho indispensável para que a excitação alcance o ápice deve ser, especificamente, o acúmulo de sêmen.
“Temos uma mistura de dinâmicas de poder e entrega. Existe um componente de submissão consensual e de uma ‘degradação’ erótica que funciona como um alívio das amarras e dos controles sociais. Além disso, o exibicionismo e o voyeurismo, em que todos assistem e participam, somado à sobrecarga sensorial, valida o poder de sedução de quem está no centro da prática“, comenta sobre a psicologia por trás da dinâmica.
É necessário conhecimento, consenso e segurança
Segundo a sexóloga, em termos de prazer, é possível realizar o fetiche de forma consensual. “Mas exige maturidade e um planejamento impecável. O consentimento precisa ser explícito e contínuo, com limites e palavras de segurança (safewords) muito bem definidos antes de qualquer coisa”, destaca.
Em contrapartida, é importante olhar para o ponto de vista da saúde sexual. À coluna, a médica Marcelle Domingues ressalta que, apesar de não haver estudos que avaliem especificamente o acúmulo de ejaculação, os riscos conhecidos estão associados principalmente com ISTs e lesões por penetração intensa.
