Uma reunião cancelada entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e dirigentes da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, marcou o início das articulações do banqueiro com pessoas ligadas ao ministro Alexandre Padilha (PT), em fevereiro de 2024.
A informação foi publicada neste sábado (10.out.2026) pelos jornalistas Robson Bonin e Hugo Marques, da revista VEJA, e confirmada pelo Poder360. O jornal digital também teve acesso à íntegra das mensagens obtidas pela Polícia Federal.
Na época das mensagens, Padilha era ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vorcaro buscou a ajuda dele, de Olavo Noleto -seu então braço-direito no ministério-, e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O objetivo era conseguir reuniões com dirigentes de fundos de pensão de estatais.
As articulações eram intermediadas por um consultor chamado Júlio Cezar, que mantinha contato frequente com Vorcaro. A PF encontrou mais de 450 mensagens e mais de 180 registros de telefonemas entre os 2.
O objetivo de Vorcaro era captar cerca de R$ 10 bilhões nos fundos de pensão da Petrobras, dos Correios, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Na versão atribuída a Vorcaro, R$ 1 bilhão seria destinado ao pagamento de propina e o restante ficaria com o banco.
QUEM ERA JÚLIO CÉSAR
Júlio Cezar é um consultor de Goiânia (GO).
