O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, vai tirar férias a partir desta segunda-feira (12/10) para se dedicar exclusivamente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O afastamento ocorre uma semana após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, no qual Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo comando do Palácio do Planalto, com uma diferença de 1,87 ponto percentual. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
A 15 dias do segundo turno, o reforço na campanha ocorre em meio a mudanças na equipe de coordenação do comitê petista. Nesta semana, passaram a integrar o núcleo o ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana, que assumiu a coordenação política; o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, senador eleito pela Bahia, responsável pela coordenação da agenda; e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que ficou encarregado da comunicação.
A coordenação-geral, no entanto, continua sob o comando de Edinho Silva, presidente nacional do PT.
Tanto Edinho quanto Sidônio foram alvo de críticas internas após o resultado do primeiro turno. Embora não atue formalmente na campanha, o ministro da Secom teve influência sobre a estratégia de comunicação do petista. Sidônio é sócio do publicitário Raul Rabelo, marqueteiro da campanha de Lula.
