O resultado do primeiro turno da eleição presidencial, em que Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçou no mercado financeiro a expectativa de alternância de poder e de mudanças na condução da política fiscal. A avaliação é do economista Jason Vieira, em entrevista à Jovem Pan neste sábado (10).
Segundo Vieira, investidores voltaram a considerar a possibilidade de um governo mais disposto a promover reformas e reduzir despesas públicas, cenário que havia influenciado os negócios no início do ano. Ele afirmou que essa aposta perdeu força quando Flávio recuou nas pesquisas e ganhou impulso após a votação de domingo (4).
O economista atribuiu a essa mudança de expectativas a forte movimentação dos ativos na segunda-feira (5). De acordo com ele, a Bolsa chegou a superar 8% de alta durante o pregão, enquanto o dólar recuou em direção à marca de R$ 5. Vieira ressaltou que o movimento refletiu, sobretudo, a expectativa de mudanças na política econômica.
Desafio de reduzir gastos públicos
Questionado sobre a proposta de cortar R$ 200 bilhões em despesas no primeiro ano de um eventual governo Flávio Bolsonaro, Vieira afirmou que o objetivo seria difícil de cumprir de imediato. Para ele, a dimensão de um ajuste dependerá de uma avaliação detalhada do Orçamento e da estrutura de gastos do governo federal.
