“Extraditar para o Brasil hoje é o mesmo que entregá-la à morte”, afirmou o advogado Eduardo Maurício, que integra a defesa de Carla Zambelli, em entrevista à Jovem Pan neste sábado (10). Segundo ele, a ex-deputada enfrenta problemas de saúde e não teria garantias de receber tratamento adequado caso fosse transferida para uma prisão no Brasil.
O advogado criticou especificamente as condições da unidade prisional conhecida como Colmeia, no Distrito Federal, onde a defesa teme que Zambelli fique detida. Maurício alegou que a estrutura não seria capaz de atender às necessidades médicas da ex-parlamentar. As afirmações sobre o risco à vida e sobre as condições de detenção representam a avaliação da defesa.
O pedido de extradição é analisado pela Justiça da Itália. Maurício disse confiar em uma decisão contrária à transferência de Zambelli ao Brasil e afirmou que a equipe jurídica pretende sustentar o argumento de que a medida comprometeria direitos fundamentais da ex-deputada.
Defesa anuncia revisões criminais
Além de tentar barrar a extradição, a nova equipe de advogados pretende apresentar duas revisões criminais para questionar as condenações de Zambelli no Brasil. Maurício alegou que os julgamentos foram marcados por irregularidades e falta de imparcialidade.
“Estamos entrando com uma revisão criminal para que seja revisada a ação, obviamente discutindo fatos novos que não foram explorados pela antiga defesa”, declarou.
