As famílias dos adolescentes acusados de envolvimento na morte do cão Orelha, em Florianópolis, cobraram explicações do ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina Ulisses Gabriel depois que ele reconheceu erros na divulgação das investigações.
A Oeste, os familiares classificaram a manifestação como tardia e defenderam a reparação jurídica dos danos sofridos. “Ficamos perplexos não só com as afirmações em si, mas com o momento em que foram feitas”, afirmaram. “É tardio reconhecer erros dessa magnitude após todo o estrago já ter sido feito nas nossas vidas.”
Em entrevista à rádio catarinense Som Maior, na última quarta-feira, 7, Ulisses reconheceu erros na divulgação das investigações. “Ocorreram algumas conduções, para mim, incorretas da nossa parte com relação à divulgação dos fatos”, afirmou. “Fizemos uma entrevista coletiva que deveríamos não ter feito, deveríamos ter esperado um pouco mais para esclarecer de forma melhor esse trabalho.”
As famílias questionaram o alcance dessas declarações. “O que o delegado efetivamente quis dizer com ‘conduções incorretas’?”, perguntaram. “Essa clareza é o mínimo que nós e a própria sociedade que acompanhou o caso esperam.”
Segundo os familiares, o reconhecimento de que a coletiva não deveria ter ocorrido confirma as críticas feitas desde o começo das investigações. “A exposição precipitada e desmedida violou direitos e gerou consequências irreparáveis”, afirmaram.
