A Autoridade Palestina adiou as eleições legislativas previstas para novembro de 2026 e marcou a votação para 11 de setembro de 2027. O presidente Mahmoud Abbas também convocou eleições presidenciais para a mesma data. O anúncio foi feito neste sábado, 10, e teve como justificativa os obstáculos políticos e de segurança nos territórios palestinos.
Segundo a agência oficial de notícias palestina, o decreto de Abbas menciona a necessidade de estabelecer condições adequadas para garantir "eleições livres, justas e inclusivas". O documento também convoca os palestinos de Jerusalém, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza a participar da votação.
Restrições e problemas de segurança
O decreto cita ações militares israelenses, expansão de assentamentos, suposta violência de colonos e restrições de circulação na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
O chefe do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, contestou as declarações de Abbas. Em uma publicação na rede social X, ele classificou as acusações como uma tentativa de evitar responsabilidades e prestar contas.
Mahmoud Abbas, the Palestinian corrupt dictator, who has not held elections in over twenty years, has once again deceived the international community.
His attempt to drag Israel into this, falsely claiming that Israel imposed obstacles to holding elections, is yet another ridiculous lie designed to evade responsibility and accountability.
