O grande vencedor do primeiro turno está preso e praticamente incomunicável: Jair Bolsonaro. O grande perdedor final já é o seu algoz, o STF.
Quando estava preso, em 2018, Lula queria sair da cadeia elegendo para o Palácio do Planalto o seu poste, um patético Fernando Haddad que se despiu da sua escassa persona pública para tentar convencer o eleitor de que era o chefão petista.
Lula não conseguiu o seu intento e se viu obrigado a contar com a conveniência de ministros do Supremo para ser libertado e voltar à arena eleitoral. Tornou-se refém existencial dos seus benfeitores.
Encarcerado em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro poderá ter o seu filho Flávio eleito presidente da República graças ao sobrenome e, desse modo, abrir caminho para a sua liberdade. Se vier a obtê-la, mesmo se seguir na trilha de alguma composição, não deverá favor aos seus verdugos.
As vitórias de Bolsonaro
O bolsonarismo teve uma vitória avassaladora nas eleições legislativas tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, e, no Senado, já tem maioria suficiente para levar adiante processos de impeachment contra ministros do Supremo, em especial do verdugo Alexandre de Moraes.
Uma vez eleito, Flávio já sinalizou com a bandeira da paz ao STF, a sua prioridade será livrar o pai da cadeia e governar com o menor grau de estridência possível, mas é incancelável o compromisso dos senadores bolsonaristas com o impeachment do amigão togado de Daniel Vorcaro.
