A meta de inflação de 3% estabelecida para o Brasil é inatingível diante das condições econômicas atuais, segundo a avaliação de André Freitas, CEO da Hedge Investments. O executivo defende a revisão do objetivo e a adoção de um pacote fiscal crível e executável como condição para essa mudança.
Ao CNN Money, Freitas argumentou que a meta foi concebida em um contexto que não mais existe e classificou o objetivo como “uma falácia criada num mercado que tinha outras circunstâncias”.
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Para embasar sua tese, ele destacou que, em 29 anos de sistema de metas de inflação no Brasil, apenas três anos registraram inflação abaixo de 4%, e dois deles ocorreram durante uma grave recessão, entre 2014 e 2016, quando o PIB brasileiro recuou mais de 8%.
Freitas apontou que a estrutura da economia brasileira dificulta o alcance de metas muito baixas. Segundo ele, o país possui uma economia de “autoindexação”, na qual salários e aluguéis são sistematicamente corrigidos, além de uma forte memória inflacionária.
Esses fatores, combinados, criam uma resistência estrutural à queda sustentada da inflação.
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O executivo também destacou que o mundo mudou significativamente desde 2019, quando a meta de 3% foi projetada.
