O governo do Panamá declarou estado de emergência neste sábado (10) após o forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país no dia anterior e deixou ao menos 27 feridos. Até o momento, não há registro de mortes.
Em uma entrevista coletiva neste sábado, o gabinete de ministros do governo do presidente José Raúl Mulino anunciou a criação de uma comissão para coordenar a assistência diante dos danos provocados pelo terremoto. Para as tarefas de reconstrução e atendimento às pessoas afetadas, as autoridades preveem destinar até US$ 100 milhões.
Mulino havia afirmado que ativaria “imediatamente” um plano de avaliação estrutural e de apoio a todas as pessoas afetadas.
A vice-diretora-geral do Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), Malitzie Rivera, confirmou que, até este sábado, não havia registro de mortes e que 27 pessoas ficaram feridas. Ela esclareceu, porém, que se tratava de pessoas com “ferimentos leves”, que receberam atendimento médico em unidades de saúde.
Rivera informou que cerca de 426 residências foram afetadas e que as províncias de Herrera, Los Santos e Veraguas estão entre as áreas que registraram os maiores danos.
Os impactos mais graves estão concentrados no interior do país, em áreas rurais, detalharam os funcionários. Outros danos significativos foram registrados na província de Coclé, no litoral sul do país, embora também tenham sido observados alguns estragos na capital, Cidade do Panamá.
