Quase uma em cada cinco famílias brasileiras compromete mais da metade da renda com o pagamento de dívidas. O porcentual chegou a 19,4% em setembro, maior nível desde fevereiro, quando atingiu 19,5%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O levantamento também mostrou que o comprometimento médio da renda com dívidas aumentou de 29,3% em agosto para 29,6% em setembro. Além disso, a parcela de famílias com dívidas de prazo superior a um ano chegou a 33,8%. Embora prazos mais longos possam reduzir o valor das parcelas mensais, eles mantêm parte do orçamento comprometida por mais tempo.
Ao mesmo tempo, a proporção de famílias endividadas caiu de 82% em agosto, recorde da série histórica, para 81,7% em setembro. O indicador considera compromissos financeiros como empréstimos, financiamentos e faturas de cartão de crédito, mesmo quando os pagamentos estão em dia.
Tempo médio de atraso das dívidas aumenta
Apesar da redução do endividamento, o tempo médio de atraso no pagamento das dívidas chegou a 65,3 dias, maior nível desde novembro de 2024. Entre as famílias com contas vencidas, 48,9% acumulavam atrasos superiores a 90 dias.
Já a proporção de famílias inadimplentes recuou de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro, menor porcentual desde março.
