O hábito de espremer cravos ou assistir a vídeos de extração na internet é uma prática comum que desperta grande atração em muitas pessoas.
Essa sensação não ocorre por acaso: ela está ligada à evolução humana, ao fortalecimento de laços sociais e a um mecanismo biológico de recompensa acionado pelo cérebro.
O que são os cravos e como eles se formam?
Antes de compreender o prazer da remoção, é necessário entender a origem do cravo, cujo termo técnico é comedão. Ele se forma nos folículos da pele, onde se localizam as glândulas sebáceas, responsáveis por produzir sebo para proteção cutânea.
Quando há acúmulo excessivo dessa gordura junto a queratina e células mortas, o poro é obstruído, integrando o quadro da acne.
A dermatologia divide os comedões em duas categorias:
Cravos abertos: possuem a extremidade exposta que escurece ao entrar em contato com o ar devido à oxidação;
Cravos fechados: mantêm uma camada de pele sobre a gordura acumulada, formando pequenas elevações claras.
A origem evolutiva e o papel da dopamina
A explicação para a satisfação ao remover um cravo envolve o instinto de limpeza. Na natureza, a higienização do próprio corpo reduziu o risco de infecções ao longo de milhões de anos, favorecendo a sobrevivência das espécies.
Em primatas, esse comportamento manifesta-se na catação, ato de retirar parasitas da pele do outro.
