As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 31,9% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, e somaram US$ 3,5 bilhões. Apesar da alta mensal, as vendas ao mercado americano acumulam queda de 6,5% em 2026, com US$ 1,9 bilhão a menos em exportações.
Os dados são do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em informações do Comexstat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior brasileiro.
Em setembro, o volume exportado aumentou 3,1%, enquanto o preço médio dos produtos avançou 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a entidade, a comparação ocorre com um período em que estavam em vigor tarifas adicionais de até 50% sobre produtos brasileiros.
No acumulado de janeiro a setembro, as exportações de bens sujeitos a sobretaxas caíram 8,1%, enquanto as vendas de produtos sem essas tarifas recuaram 5,1%.
A maior retração foi registrada entre os itens sujeitos às alíquotas mais elevadas, de 25% ou 37,5%. Nesse grupo, as exportações diminuíram 25,4%, o equivalente a aproximadamente US$ 1,4 bilhão.
Madeira e produtos agropecuários registram queda
Entre os dez principais produtos brasileiros sujeitos às sobretaxas mais elevadas, nove apresentaram redução nas exportações aos Estados Unidos no acumulado do ano.
A maior queda percentual foi registrada pela madeira de coníferas, com recuo de 50,6%.
