Com o boletim do primeiro semestre em mãos e as aulas recomeçando, muitas famílias fazem as contas do que ficou para trás. A nota baixa em matemática, a prova que decepcionou, o vestibular se aproximando. Uma das saídas para recuperar o terreno perdido é colocar mais uma pessoa na rotina de estudos do filho: um professor particular.
Um levantamento da plataforma de serviços GetNinjas dá uma medida desse movimento. Segundo a empresa, os pedidos de serviços escolares e aulas de reforço cresceram 52% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A divulgação do levantamento não informa o número absoluto de pedidos.
Para Pedro Nazareth, CEO da empresa, o aumento pode estar ligado ao retorno às aulas. Na avaliação dele, o segundo semestre deixa mais claras as matérias em que o aluno tem dificuldade, e a busca teria origem tanto na recuperação de conteúdos quanto à preparação para as provas do fim do ano.
Mas a história do reforço escolar é maior do que a corrida para recuperar uma nota ruim. Há décadas, pesquisadores estudam o que acontece quando as famílias recorrem a serviços pagos para complementar a educação recebida na escola. O fenômeno ganhou até um nome: ensino suplementar, ou shadow education.
