Em uma ação que durou cerca de três horas, pelo menos sete ladrões mascarados furtaram 30 mil garrafas de vinho de um depósito da Marchesi Antinori, na Toscana, região central da Itália. O prejuízo é estimado em € 5 milhões, cerca de R$ 28 milhões. Trata-se do maior furto da bebida já registrado no país.
O crime ocorreu na virada da noite de sábado 3 e para domingo 4 de outubro, em Cortona, na Toscana, Itália. Os criminosos chegaram ao depósito com dois caminhões, neutralizaram equipamentos de segurança e utilizaram empilhadeiras da própria empresa para carregar as caixas de vinho.
As garrafas já estavam embaladas e prontas para exportação, o que facilitou o transporte. Entre os produtos furtados estavam cerca de 10 mil unidades de cada um dos rótulos Solaia, Tignanello e Guado al Tasso, todos da safra de 2023. Os preços variam de € 150 a € 500 por garrafa.
O furto só foi descoberto na manhã da segunda-feira, 5, quando funcionários chegaram ao depósito. O caso foi divulgado na sexta-feira, 9, para não comprometer as investigações.
A polícia italiana analisa imagens de vigilância. Em entrevista ao jornal La Nazione, publicada neste sábado, 10, Piero Antinori, presidente honorário da companhia, afirmou que os criminosos utilizaram placas falsas nos caminhões.
Para ele, há indícios de que o furto tenha sido cometido por encomenda. A hipótese considera o planejamento da operação, a seleção dos vinhos e a necessidade de encontrar compradores para uma carga tão grande.
