O Tesouro Nacional deve aproveitar a queda dos juros futuros, impulsionada pelo otimismo eleitoral do mercado, para ampliar gradualmente as emissões de títulos públicos.
O governo captou R$ 33,3 bilhões com a venda de títulos prefixados na 5ª feira (8.out.2026), no maior leilão desse tipo desde dezembro de 2020.
A operação foi realizada em meio à queda dos juros futuros após o 1º turno das eleições presidenciais. O movimento abriu espaço para o governo captar recursos a custos menores, diante da redução dos prêmios de risco exigidos pelos investidores.
Para o CEO da Azumi Investimentos, Edgar Araújo, o resultado demonstra que a melhora das condições de mercado favorece o aumento das emissões. Ele avalia que a demanda deve continuar consistente nos próximos leilões, principalmente para títulos com prazos menores.
Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, também avalia que o Tesouro pode realizar novas captações robustas caso a curva de juros mantenha a trajetória de queda. Segundo ele, a melhora das expectativas abriu uma oportunidade para o governo contratar taxas menores e aumentar a previsibilidade do custo de financiamento da dívida pública.
OTIMISMO ELEITORAL
A queda dos juros futuros está associada ao otimismo dos investidores com a possibilidade de vitória da oposição na eleição presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o 1º turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
