Cães de grande porte não apenas tendem a viver menos do que os pequenos, como também apresentam um envelhecimento mais acelerado em marcadores do DNA.
Um estudo publicado na última quinta-feira (8/10), na revista Science, encontrou alterações mais intensas em elementos transponíveis, conhecidos como “genes saltadores”, dos animais maiores. O nome se refere a trechos de DNA capazes de mudar de posição no material genético.
Como o envelhecimento foi medido
Os pesquisadores analisaram 1.640 perfis de metilação do DNA de 894 cães de companhia inscritos no Projeto de Envelhecimento Canino, dos Estados Unidos. A metilação consiste em marcas químicas que ajudam a regular a atividade do material genético e cuja distribuição muda com a idade.
Com os dados, a equipe desenvolveu uma ferramenta para estimar a idade epigenética dos animais, uma medida molecular do envelhecimento. O resultado foi comparado à idade cronológica, correspondente ao tempo desde o nascimento.
