O Sistema Solar pode perder sua estabilidade muito antes do previsto quando o Sol chegar ao fim da vida. Um estudo indica que a perda irregular de massa da estrela pode desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes e expulsar alguns deles para o espaço interestelar.
Publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, o trabalho aponta que essa reorganização pode ocorrer até 100 vezes mais rápido do que estimativas anteriores sugeriam.
A morte do Sol pode desencadear o caos
Os modelos tradicionais consideravam que o Sol perderia massa gradualmente ao envelhecer. Nesse cenário, os planetas externos poderiam permanecer em órbitas estáveis por bilhões de anos, mesmo depois de a estrela se transformar em uma anã branca, estágio final de sua evolução.
Konstantin Batygin e Jim Fuller, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e Fred Adams, da Universidade de Michigan, investigaram o que acontece quando essa perda de massa não ocorre de maneira uniforme.
Em vez de liberar matéria continuamente, o Sol moribundo pode expelir suas camadas externas em milhares de episódios separados. Cada ejeção provocaria uma pequena mudança na velocidade da estrela, alterando sua influência gravitacional sobre os planetas.
Para investigar esse cenário, os pesquisadores analisaram dados do observatório Gaia, da Agência Espacial Europeia, que estudou sistemas de estrelas binárias, incluindo aqueles com anãs brancas.
