Uma gota de sangue pode ajudar a identificar sinais de câncer antes que o tumor seja detectado por exames de imagem. Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biossensor portátil capaz de identificar moléculas associadas à presença de tumores.
A tecnologia combina biópsia líquida e nanotecnologia e foi desenvolvida pela startup Diasci, criada pelos pesquisadores Daniela Fernandes e Cristiano Jayme, com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do Sebrae Startups.
Como funciona
O dispositivo funciona de forma semelhante a um glicosímetro. Uma gota de sangue é colocada sobre um eletrodo que identifica determinados biomarcadores.
A interação entre as moléculas e a superfície do sensor produz um sinal elétrico, que pode indicar a presença de alterações associadas ao câncer.
Inicialmente, o equipamento está sendo desenvolvido para detectar tumores de pâncreas, cérebro e pulmão. A proposta é que o exame seja usado de forma periódica, como uma ferramenta de rastreamento.
Tumores mais agressivos
O câncer de pâncreas é um dos principais alvos da pesquisa por apresentar alta letalidade e, em muitos casos, ser diagnosticado em estágio avançado.
Um resultado alterado no teste não significaria, por si só, um diagnóstico de câncer. A ideia é que o exame indique a necessidade de uma investigação mais detalhada por meio de outros métodos.
Ainda em fase de testes
A tecnologia ainda não está disponível para uso clínico.
