'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema?
Importante: esta reportagem contém descrições de tentativas de suicídio.
No início de 2024, um jovem da cidade de Huangshi, no sudeste da China, publicou uma mensagem no aplicativo Douyin, a versão chinesa do TikTok. A legenda dizia: "Adeus a este mundo."
Em questão de minutos, a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo entrou em ação. Ativa 24 horas por dia, ela compartilhou as postagens do jovem com cinco delegacias da cidade.
Depois de geolocalizar um dos seus vídeos em um parque local, a polícia o encontrou em estresse emocional e interveio antes que ele conseguisse tirar a própria vida.
Esta história faz parte de um documentário produzido pelo Douyin e publicado na imprensa estatal chinesa no ano passado. O programa afirma que a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo interveio com sucesso em 400 casos de tentativa de suicídio, somente no primeiro semestre de 2025.
Por que a China considera uma ameaça a IA que imita as relações humanas
LightRocket via Getty Images (BBC)
O episódio oferece uma ideia do nível de cooperação entre as empresas chinesas de tecnologia e o governo do país. E também serve para mostrar a arquitetura de vigilância construída pela China para monitorar e controlar como as pessoas usam a tecnologia.
No dia 15 de julho deste ano, este controle foi estendido para o campo dos relacionamentos de inteligência artificial (IA).
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