Mark Louie Ramos é professor assistente de pesquisa em Políticas e Administração em Saúde na Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State), nos EUA. O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
Estudos científicos, e as reportagens sobre eles, costumam afirmar que um estudo foi “controlado” em relação a determinadas variáveis.
Por exemplo, o Washington Post publicou recentemente uma matéria sobre um estudo sobre medicamentos à base de GLP-1 e um distúrbio hormonal. O artigo observou que “as mulheres que tomavam GLP-1 perderam mais peso do que aquelas dos grupos de controle”.
Alguns meses antes, o mesmo Washington Post publicou uma reportagem sobre um estudo diferente a respeito dos medicamentos GLP-1 e lesões ósseas e nos tendões. Ele afirmava que “os pesquisadores controlaram fatores como idade, sexo, raça e tabagismo” e descobriram que as pessoas que tomavam estes remédios apresentavam maior risco de distúrbios esqueléticos do que as que não os usavam.
Cientistas podem ter encontrado 1ª evidência direta da matéria escura
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Essa linguagem geralmente dá a impressão de que a existência de um grupo de controle aumenta a credibilidade. Mas o que exatamente significa “controle”? E você deveria ficar impressionado com isso?
