O professor da Universidade de São Paulo e membro do Conselho de Administração da IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) Computer Society, Alfredo Goldman, afirmou que a computação quântica está entre as tecnologias mais arriscadas para os próximos anos, mas que deixar de investir em seu desenvolvimento pode representar uma desvantagem estratégica para os países.
A avaliação foi feita em entrevista ao Poder360, gravada em 6 de outubro de 2026, na sede deste jornal digital em Brasília.
“Eu acho que essa é muito arriscada, mas não dá para não investir nela”, declarou o pesquisador.
Goldman é o único brasileiro a ter participado do Megatrends 2030, documento elaborado pelo IEEE que apresenta projeções sobre o avanço da tecnologia até 2030. Eis a íntegra (PDF - 10 MB).
Segundo o pesquisador, a corrida pelo desenvolvimento da computação quântica é impulsionada pelo chamado Fomo -sigla em inglês para fear of missing out, expressão que significa medo de ficar de fora ou de perder uma oportunidade. O pesquisador considera que nenhum país quer correr o risco de ficar para trás em uma tecnologia que pode transformar a capacidade de processamento de informações.
Um dos principais riscos apontados por Goldman é a possibilidade de computadores quânticos suficientemente avançados quebrarem sistemas de criptografia amplamente utilizados na internet.
