Estima-se que uma multidão de 20 mil pessoas se reuniu no Kentucky em 1936 para o enforcamento público de Rainey Bethea.
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Eles vieram aos milhares, de perto e de longe. Homens, mulheres e crianças formaram fila na margem de um rio no Kentucky para o enforcamento público de um homem negro condenado por estuprar e matar uma viúva branca idosa.
Era 14 de agosto de 1936 em Owensboro, Kentucky, uma sexta-feira escaldante em meio a uma onda de calor lendária. Alguns dormiram perto da forca para garantir seus lugares. Outros fizeram festas na noite anterior, chegando de ressaca enquanto adolescentes vendiam pipoca e refrigerante aos espectadores.
Por volta das 5h da manhã, horário da execução, a multidão já havia aumentado para cerca de 20 mil pessoas.
Foi então que Rainey Bethea, um órfão na casa dos 20 anos, subiu ao cadafalso, condenado à morte após supostamente confessar ter roubado, estuprado e assassinado Lischia Edwards, de 70 anos.
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Na tarde anterior, ele havia feito sua última refeição, que consistia em frango frito, costeletas de porco, purê de batatas, pepinos em conserva, pão de milho, torta de limão e sorvete.
Muitos dos presentes, incluindo jornalistas vindos de lugares tão distantes quanto Chicago e Nova York, vieram para ver a tal "Carrasca"; o xerife local havia falecido quatro meses antes, e sua viúva tornou-se a improvável substituta feminina.
Por que EUA querem retomar execuções públicas após quase um século?
