O Quênia passou meses se preparando para o Ebola, uma das doenças virais mais letais do mundo, realizando a triagem de centenas de milhares de viajantes e treinando cerca de 5 mil profissionais de saúde para o caso de a doença cruzar as fronteiras.
Então, o Ebola chegou.
Um homem, que estava doente há semanas e teve a infecção por Ebola confirmada posteriormente, saiu do leste da República Democrática do Congo, atravessou a fronteira terrestre para a vizinha Uganda e viajou de avião para Nairóbi, passando pela triagem sanitária nos aeroportos de ambos os países sem ser detectado.
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Um parente e um amigo o levaram diretamente do aeroporto para o Nairobi Hospital, um hospital particular na capital queniana.
Quando ele chegou, em 3 de outubro, apresentava febre, calafrios, fadiga intensa, dores musculares e sangramento sob a pele, segundo o Ministério da Saúde do Quênia.
Os médicos o isolaram e exames confirmaram mais tarde a presença do vírus Bundibugyo, uma variante do Ebola.
Ele morreu dias depois, no início desta semana, e as autoridades de saúde vêm tentando identificar qualquer pessoa que possa ter sido exposta ao vírus.
Sua trajetória demonstra a rapidez com que um surto concentrado na RD Congo pode se transformar em um problema regional mais amplo.
