O produtor de soja terá de acompanhar não apenas o volume de chuva, mas também as temperaturas e a distribuição das precipitações durante a safra 2026/27. Com o avanço do El Niño, algumas regiões podem enfrentar excesso de umidade, enquanto outras devem ter chuva abaixo da média e calor intenso. Mesmo quando chove, as temperaturas elevadas podem acelerar o ciclo da cultura e comprometer a produtividade.
Em entrevista ao Radar Rural, videocast do Canal Rural, o meteorologista Artur Müller destacou que o calor é um dos principais pontos de atenção para o Brasil Central. Segundo ele, não é necessário que uma região enfrente uma onda de calor para registrar temperaturas acima de 40 °C.
“Não precisa ser onda de calor para passar de 40”, afirmou.
O cenário exige atenção principalmente nas áreas de sequeiro, que dependem das chuvas para o desenvolvimento das lavouras. Além de aumentar a perda de água do solo, as temperaturas elevadas podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e favorecer a pressão de pragas.
Calor pode acelerar o ciclo da soja
A combinação entre temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer o desenvolvimento da soja, mesmo em regiões que recebem precipitações ao longo da safra.
De acordo com Müller, o calor aumenta a evapotranspiração, processo pelo qual a água é transferida do solo e das plantas para a atmosfera.
