O número de pessoas com 60 anos ou mais ultrapassou 1 bilhão em 2020 e superou o o de crianças com menos de 5 anos. Até 2050, deve alcançar 2,1 bilhões, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (ONU).
Recentemente, a instituição lançou um relatório que marca a metade do período que chama de Década da ONU do Envelhecimento Saudável (2021-2030) - e traz dados relevantes. O intuito da ação é conscientizar os governos a respeito do tema, salientando que não basta viver mais, é preciso viver bem na velhice.
O levantamento analisou a realidade de 152 países e territórios, a partir de indicadores de progresso e das quatro áreas de ação da Década: combater o etarismo, criar ambientes amigáveis às pessoas idosas, prestar atenção integrada e garantir o acesso a cuidados de longa duração.
Dentre as conclusões, o levantamento mostra que as políticas públicas avançaram. Hoje, mais países contam com legislação contra a discriminação por idade, de 44,5% em 2018 para 57,7% atualmente. Além disso, mais da metade agora tem políticas nacionais de cuidados de longa duração, passando de 49% em 2023 para 56,7%, programas dedicados para construir ambientes amigáveis às pessoas idosas (54,6%) e avaliações abrangentes de saúde e aspectos sociais das pessoas idosas (54,6%). A OMS também diz que cada vez mais países têm aderido às diretrizes de Cuidado Integrado para Pessoas Idosas (ICOPE), lançadas pela instituição.
Mesmo assim, as lacunas são preocupantes.
