Comprar um videogame no Brasil nunca foi barato. Embora a carga tributária seja frequentemente apontada como uma das principais responsáveis pelos preços elevados, ela representa apenas uma parte da conta.
A discussão ganhou força principalmente a partir dos anos 2000. O Xbox 360, por exemplo, chegou oficialmente ao Brasil em 2006 por R$ 3 mil, enquanto custava US$ 400 nos Estados Unidos. Anos depois, em 2013, o PlayStation 4 desembarcou por R$ 4 mil e se tornou outro símbolo do chamado “preço Brasil”.
Cortes de impostos ajudaram, mas não resolveram
Entre 2019 e 2021, o governo federal promoveu sucessivas reduções do IPI para videogames. A alíquota dos consoles, que inicialmente era de 50%, chegou a 30%, enquanto jogos com tela incorporada tiveram o imposto zerado.
As mudanças provocaram algumas reduções. O PS5 chegou a ficar R$ 300 mais barato após um dos cortes, enquanto Xbox Series X e Series S tiveram reduções de R$ 400 e R$ 200, respectivamente.
O problema é que o IPI não é o único tributo envolvido. Imposto de Importação, ICMS, PIS e Cofins também entram na formação dos preços e, em alguns casos, incidem de forma cumulativa.
Por que videogames continuam caros?
Além dos impostos, o dólar exerce forte influência sobre o mercado brasileiro. A valorização da moeda norte-americana encarece consoles, componentes e jogos importados, enquanto oscilações cambiais dificultam reduções rápidas nos preços.
