A Justiça de São Paulo tornou réu o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, no processo sobre a morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, que ocorreu após uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior paulista, no dia 30 de setembro.
O juiz recebeu a denúncia apresentada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) e deu prazo de dez dias para a defesa responder à acusação por escrito. A Promotoria pede que o bombeiro seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na mesma decisão, o magistrado considerou que não era necessária a análise de um novo pedido de prisão preventiva, já que Marcos Paulo está preso por determinação liminar do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
O crime aconteceu na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Bruno seguia de carro para a Unitau (Universidade de Taubaté) quando foi baleado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a acusação do MPSP, o bombeiro efetuou cerca de cinco disparos contra o estudante enquanto ele permanecia dentro do próprio veículo.
Uma testemunha relatou que o Marcos Paulo saiu do carro, se aproximou do automóvel da vítima, quebrou o vidro do lado do motorista com o cotovelo e atirou. Conforme o depoimento, Bruno não saiu do veículo, não fez ameaças nem exibiu uma arma.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa do réu. O espaço segue aberto para manifestações.
