Cortes de Trump no Medicaid deixam refugiados e outros imigrantes legais sem cobertura de saúde.
Godofredo A. Vásquez/AP Photo
Milhares de imigrantes que vivem legalmente nos Estados Unidos perderam o acesso ao Medicaid, programa público de saúde destinado principalmente à população de baixa renda, após a entrada em vigor de novas regras do governo Donald Trump em 1º de outubro.
Entre os afetados estão refugiados, pessoas que receberam asilo e vítimas de tráfico humano e violência doméstica. Muitos trabalham, pagam impostos e dependem do programa para custear consultas, medicamentos e tratamentos médicos.
A estimativa é que mais de 281 mil imigrantes de nove estados americanos e do Distrito de Columbia percam a cobertura, segundo a KFF, organização de pesquisa em saúde. Somente no Arizona, 29 mil pessoas foram excluídas do programa no início deste mês. Na Flórida, a previsão é de aproximadamente 177 mil afetados.
A medida faz parte de uma reforma mais ampla aprovada em 2025, que prevê cortes bilionários no Medicaid e mudanças nos critérios para receber o benefício.
Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), o conjunto das alterações pode deixar 7,5 milhões de pessoas sem seguro de saúde até 2034. Esse número inclui cidadãos americanos afetados por outras restrições, além dos imigrantes.
O governo defende as mudanças como forma de reduzir gastos públicos e combater irregularidades no programa.
Cortes de Trump tiram cobertura de saúde de milhares de refugiados e imigrantes legais nos EUA
