O eleitorado brasileiro decidiu aposentar a geração de 1988. Este time foi para casa. Seus últimos representantes são José Sarney e Luís Inácio Lulas da Silva. Um, curado de uma pneumonia aos 96 anos, faz ginástica todos os dias, está distante da política. O outro, aos 81 anos, tentou sem sucesso a recondução à Presidência da República no primeiro turno. Junto com eles, mais de trinta nomes expressivos na política foram mandados para casa. Foi um massacre.
Vou citar alguns: Gleisi Hoffmann, José Dirceu, Aécio Neves, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Roseana Sarney, Ciro Nogueira, Benedita da Silva, Requião Filho, Randolfe Rodrigues, Jorge Viana, Manuela d’Ávila, Érika Kokay, Tulio Gadelha, Paulo Pimenta, Vicentinho, Tiririca, Marcelo Crivella, Soraya Thronicke, Renan Filho e Renan Calheiros. A lista é abrangente. Não respeita idade, partido político ou orientação ideológica. Junto com esta turma, alguns comentaristas na televisão e nos jornais ficaram falando sozinhos. Não perceberam o que estava acontecendo debaixo de seus respectivos narizes
Eleição é sempre uma surpresa. No caso brasileiro, a surpresa veio pelo péssimo serviço prestado pelos institutos de pesquisa que fizeram previsões completamente equivocadas: no Rio de Janeiro, Douglas Ruas chegou muito perto de vencer no primeiro turno, quando os institutos indicavam vitória tranquila de Eduardo Paes.
