O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou neste sábado (10) em discurso pelo Dia Nacional que a ilha valoriza a paz, mas não abrirá mão de sua liberdade, e é preciso respeitar o direito do povo taiwanês de existir. Ele acrescentou que reforçar as defesas não é uma provocação.
Pequim condenou rapidamente o discurso, afirmando que ele “distorce a verdade” e revela “segundas intenções”.
Taiwan, governada democraticamente, enfrenta uma pressão militar e política crescente da China, que considera a ilha parte de seu território, apesar da forte oposição do governo de Taipé.
Diante de um poderio militar chinês muito superior, que incorpora novas armas avançadas, como caças furtivos, porta-aviões e um vasto arsenal de mísseis, Taiwan está ampliando os gastos com defesa e modernizando suas Forças Armadas.
“Taiwan valoriza a paz, mas não abriremos mão de nossa liberdade. Estamos abertos a intercâmbios, mas não aceitaremos a subordinação”, declarou Lai em frente ao Gabinete Presidencial.
E acrescentou que a determinação de Taiwan não diz respeito apenas à sua sobrevivência diante da “expansão autoritária”.
“Trata-se de saber se a comunidade internacional ainda acredita que a força não pode se sobrepor às regras e que os poderosos não podem privar um povo de seu direito de determinar o próprio futuro”, afirmou.
