O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que conseguiu um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para ampliar o fornecimento de diesel russo ao mercado global. A iniciativa busca reduzir os custos de energia antes das Eleições de Meio de Mandato, mas provocou críticas da Ucrânia e dúvidas de analistas sobre a capacidade de a medida reduzir os preços de forma significativa.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a decisão como “uma decisão fraca de parceiros fortes”. O anúncio ocorreu justamente quando uma delegação ucraniana chegava a Miami, na Flórida, para conversas com representantes do governo americano.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que Putin concordou em fornecer imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel aos mercados globais, com outras 500 mil toneladas prometidas para novembro. Juntos, os volumes equivalem a cerca de 6 milhões de barris de diesel, quantidade suficiente para atender à demanda dos Estados Unidos por aproximadamente um dia e meio, segundo a Administração de Informação sobre Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês).
Trump acrescentou que novos volumes de diesel russo poderão ser fornecidos posteriormente, dependendo das condições das refinarias do país.
“Estamos falando, talvez, de um aumento de 5% a 6% na oferta entre agora e o fim do ano”, afirmou Dan Pickering, fundador e diretor de investimentos da Pickering Energy Partners, em um e-mail.
