Estava conversando com o CEO de uma grande empresa e com o Head de Engenharia sobre a adoção de IA no desenvolvimento de software. Foi quando eles me contaram uma história.
Um dos tech leaders mais antigos da empresa, com mais de duas décadas por lá, resolveu fazer um teste: colocou sua squad para desenvolver uma feature e, paralelamente, usou uma IA para fazer a mesma coisa.
O veredito?
O humano fez muito melhor.
Um misto de emoções passou por mim. Uma parte concordava imediatamente. Mas, no instante seguinte, pensei: será que não era minha alma de Dev Raiz falando mais alto?
Afinal, qual seria a reação de Leonardo da Vinci ao ver o ChatGPT gerando belas imagens com um prompt? Ou de Michelangelo vendo esculturas produzidas por uma impressora 3D?
Será que não existe um pouco disso dentro de nós?
Um pouco de arte. De coração no que fazemos. Talvez seja quase inadmissível imaginar que algo sem coração possa fazer melhor do que nós.
Codar também sempre foi criar. Era colocar nossa lógica, nossa arte e até nosso legado dentro dessas máquinas frias.
Talvez seja por isso que incomode tanto ver algo criado por você sendo feito por uma máquina.
Não é apenas sobre o código funcionar. É sobre reconhecer ali uma parte sua: suas decisões, seu cuidado, sua lógica e o caminho percorrido até aquela solução.
Nesta mesma semana, conversei com um especialista de uma grande big tech.
