Só 29 brasileiros se chamam Pancrácio. O nome ocupa a 96.655ª posição entre os mais comuns do país, segundo o levantamento Nomes no Brasil, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir do Censo de 2022.
Em Interlagos, na zona sul de São Paulo, porém, Pancrácio dá nome a uma igreja há mais de sete décadas. Ali funciona a única paróquia brasileira dedicada ao jovem mártir romano, segundo levantamento feito por Oeste. “A única paróquia é essa daqui”, confirmou o padre Júlio Shinji, atual pároco.
Segundo a tradição católica registrada na coleção Vidas dos Santos, do padre Réné François Rohrbacher, Pancrácio ficou órfão ainda jovem e foi criado pelo tio Dionísio. Os dois foram para Roma e receberam o batismo. Durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador Diocleciano, o adolescente se recusou a sacrificar aos deuses romanos e foi decapitado, aos 14 anos. A tradição situa sua morte em 12 de maio de 304.
Séculos depois, uma basílica se ergueria ligada à sua memória, a mesma igreja onde começaria a história de Pancrácio no Brasil. Em 1946, quando o então arcebispo de São Paulo, Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, foi criado cardeal pelo papa Pio XII, San Pancrazio foi designada como sua igreja titular em Roma, conforme a tradição que vincula cada novo cardeal a uma igreja da cidade.
Devoto do mártir, Motta queria que São Paulo também tivesse uma igreja dedicada a ele.
