O CEO da Ford Motor Co., Jim Farley, instou os Estados Unidos a encontrarem um equilíbrio entre a proteção de sua base industrial e a manutenção de condições equitativas diante da ameaça da expansão das montadoras chinesas, defendendo a estratégia de sua empresa de firmar parcerias com empresas chinesas.
As declarações ressaltam uma crescente tensão no setor automotivo dos EUA, à medida que as empresas tentam manter a competitividade licenciando tecnologia chinesa avançada para veículos elétricos, enquanto lidam com intensa pressão política para se desvincular de Pequim.
Em um discurso proferido em uma conferência do setor em 30 de setembro, Farley destacou a rápida expansão global das montadoras chinesas, observando que elas já conquistaram 25% do mercado tanto no México quanto na Austrália. Ele projetou que as exportações totais de automóveis da China atingirão 11 milhões de veículos em 2026, superando toda a produção automotiva dos EUA e da Europa.
Essa expansão alarmou grupos industriais dos EUA, apesar da declaração do presidente americano Donald Trump (Partido Republicano), em 11 de setembro, de que aceitaria que montadoras chinesas construíssem fábricas nos EUA, desde que empregassem trabalhadores americanos.
