A polícia da Índia prendeu neste sábado (10) o fundador do movimento juvenil “das baratas”, Abhijeet Dipke antes de um protesto convocado pelo grupo para exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar.
A principal alegação dos manifestantes do CJP (Partido Cockroach Janta) e dos partidos de oposição é que a comissão manipulou as listas de eleitores de maneira a favorecer o partido Bharatiya Janata, do primeiro-ministro Narendra Modi. Tanto a comissão quanto o governo negaram as acusações.
Dipke e os líderes Saurav Das e Ashutosh Ranka foram detidos após desembarcarem de um voo de Mumbai, centro financeiro da Índia, para a capital Nova Déhli, disse o CJP em um comunicado.
A pressão sobre o comissário eleitoral Gyanesh Kumar intensificou-se no mês passado, após o jornal Indian Express noticiar que os dois adjuntos do chefe eleitoral haviam manifestado preocupações formalmente pelo menos 14 vezes nos últimos 10 meses em relação a revisões das listas de eleitores, procedimentos de registro e sistemas digitais da comissão.
A CJP condenou a “detenção autoritária” de seus líderes, que classificou como uma “interceptação premeditada” com o objetivo de enfraquecer a liderança do comício de sábado, e exigiu sua libertação imediata.
Representantes de dois veículos de mídia digital disseram à emissora X que a polícia deteve quatro de seus repórteres enquanto cobriam o protesto.
