Douglas Ruas (PL-RJ) vai assumir o governo do Rio de Janeiro enquanto é alvo de uma investigação de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e organização criminosa, em caso que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Governadores estaduais tem prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado, que desloca investigações à instância superior da Justiça. Porém, no caso de Ruas, a investigação deve seguir na Justiça estadual fluminense mesmo após a vitória na eleição, segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles.
Isso porque, apesar de a Constituição Federal determinar que cabe ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar governadores estaduais, o próprio STJ estabeleceu que só devem subir à Corte investigações sobre supostos crimes cometidos durante o exercício do cargo e em razão dele.
No caso de Douglas Ruas, a investigação foi instaurada pela Procuradoria-geral do Rio de Janeiro, em julho deste ano. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apura um crescimento patrimonial e financeiro abrupto de duas empresas ligadas a Ruas, entre os anos de 2023 e 2025, a Saur Construção, Terraplanagem e Locação e a DM Invest Consulturia e Participações.
Segundo o MPRJ, o crescimento das empresas coincide com o tempo em que o pai dele, Capitão Nelson (PL) comandava a Prefeitura de São Gonçalo (RJ). Na época, Ruas já era deputado estadual pelo Rio de Janeiro, eleito em 2022.
