Além de impactar o guarda-roupa, mudanças bruscas no clima podem se tornar fatores de risco à saúde física. Quando as temperaturas despencam ou sobem drasticamente em questão de poucas horas, o corpo humano aciona mecanismos que impactam diretamente a circulação sanguínea, o coração e o sistema respiratório.
Segundo o Dr. Herik Oliveira, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o corpo altera a mecânica dos vasos sanguíneos para tentar preservar a temperatura corporal.
“No calor, ocorre uma vasodilatação. Os vasos se dilatam para liberar o calor interno. Isso pode provocar queda na pressão arterial e acúmulo de líquido nas pernas e pés. Já no frio, o efeito é o oposto. A vasoconstrição faz os vasos se contrairem para reter calor, o que eleva a pressão arterial e exige muito mais esforço do coração”, explica o médico.
O médico explica que as mudanças bruscas de temperatura provocam reações diferentes nos sistemas do organismo.
No sistema respiratório, a transição rápida do quente para o frio desidrata e inflama as vias aéreas, favorecendo o surgimento de sintomas como espirros, coriza, tosse, rouquidão e dor de garganta.
Já no sistema cardiovascular, a variação térmica altera a mecânica dos vasos sanguíneos: enquanto o frio causa vasoconstrição e eleva a pressão arterial, o calor provoca vasodilatação, o que pode levar à queda da pressão, tonturas e até desmaios.
