Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram um vídeo gravado dentro do plenário do Senado no celular da porteira Nailze Aparecida Ribeiro Silva, alvo de mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A gravação foi localizada no aparelho de Nailze durante uma perícia realizada pela PF em maio de 2024. Ela foi condenada a 14 anos de prisão em regime inicial fechado.
O celular reunia ao menos dois vídeos. Em um deles, a porteira estava dentro do plenário do Senado, próxima a um assento destinado aos senadores. A câmera estava apontada para a Mesa, onde havia manifestantes.
Em outro vídeo, ela estava próxima à rampa do Congresso Nacional, ao lado do espelho d’água, já do lado de fora. Segundo a PF, os dois vídeos foram encaminhados em grupos de WhatsApp.
Embora tenham sido gravados durante os atos, nenhum dos vídeos mostra depredação. As imagens registram a presença da porteira nos dois locais.
Apesar disso, as imagens foram essenciais para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ampliasse a denúncia. Inicialmente, o órgão limitava a acusação aos crimes de incitação e associação criminosa porque não possuía provas de que ela havia participado das invasões na Praça dos Três Poderes.
Com o relatório da PF, a PGR concluiu que a conduta dela não se restringiu à incitação no acampamento, mas avançou para a participação nas invasões aos prédios públicos.
