Preso pela Polícia Federal em 2024, Roberto Pinto dos Santos faturou R$ 3,1 milhões nas eleições deste ano no Rio de Janeiro com sua gráfica, a Mavimix Adesivos Decorativos. Entre os maiores clientes estão o diretório estadual do PSD e Antônio Rueda.
Roberto Pinto dos Santos foi preso em setembro de 2024 sob a acusação de coordenar uma quadrilha que fazia teatro de rua para espalhar fake news eleitorais. O grupo também é suspeito de ter praticado caixa dois, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e obstrução da Justiça. Ele foi solto duas semanas depois da prisão e responde em liberdade à ação na Justiça do Rio de Janeiro.
O maior cliente da Mavimix foi o diretório estadual do PSD, que pagou R$ 854 mil à gráfica. O segundo maior foi Antônio Rueda, presidente do União Brasil eleito para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Rueda gastou R$ 546 mil na Mavimix.
Roberto Pinto dos Santos é sócio de Flávio Pertuis Esteves e Luciano Furtado Braga na gráfica. Além da Mavimix, o empresário é dono da Mil Comunicação e Eventos, que recebeu R$ 382,8 mil do fundo eleitoral.
