O Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado neste 10 de outubro, busca promover a educação, a conscientização e a defesa da saúde mental em todo o mundo, além de combater o estigma relacionado aos transtornos mentais.
Para a psicóloga empresarial Denise Milk, especialista em desenvolvimento de lideranças, o crescimento dos afastamentos mostra que a saúde mental deixou de ser uma questão periférica dentro das organizações.
“O crescimento dos afastamentos é bastante significativo e mostra que a saúde mental deixou de ser uma questão periférica nas organizações. Estamos falando de um problema que impacta pessoas, famílias e também a capacidade das empresas de sustentar seus resultados”, afirma.
Segundo a especialista, o afastamento é apenas a parte mais visível de um processo que pode começar muito antes, com sinais de exaustão, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de motivação e redução da capacidade de entrega.
“Também precisamos ter cuidado para não individualizar esse problema. Nem todo adoecimento mental é causado pelo trabalho, mas o modo como o trabalho é organizado pode funcionar tanto como fator de proteção quanto como fator de risco. Esse crescimento nos convida a olhar para saúde mental também como uma questão de gestão, cultura e organização do trabalho”, explica.
De acordo com Denise, não é apenas o excesso de trabalho que pode contribuir para o adoecimento mental.
